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Há um bom tempo que me sinto como se tudo em minha vida estivesse parado, esperando que algo realmente bacana, excitante acontecesse. E isso é muito ruim, pois além de me deixar aflito, paro de me concentrar nas coisas que estão acontecendo ao meu redor. 

Para conter esta sensação, começo a traçar metas, coisas a curto prazo. Sempre digo que algo precisa mudar em mim. Que se estou infeliz é porque eu não estou me esforçando o bastante. E meus hábitos também precisam alterados. Aí começa outro problema: a comparação!

“A vida dos outros é mais interessante do que a minha”, penso.

Ahhh! Quantas vezes eu repito para mim que isso é perda de tempo. Tentar me igualar, ou buscar ser superior não vai me fazer mais feliz. Pois estou buscando a minha pessoa nos outros. E se eles estiverem errados? Os sonhos são outros, desejos e anseios não me pertencem. O fato que eu sempre tenho essa resposta comigo, mas continuo a cometer o mesmo erro.

Encontrar a si mesmo é o exercício mais complicado que existe! Estou nessa missão há um tempinho. E não vejo mal nenhum se eu conseguir ser mais egoísta e menos mão aberta. Quando digo não os excessos diminuem e eu racionalizo mais. Ou seja, consigo bons resultados e não abalo minha saúde emocional.


É, acho que começar fazendo o que eu gosto vai ser a prática deste ano. Talvez seja por aí que o caminho se abre, sem pressa e nenhum ponto de chegada. E quem disse que eu quero chegar?

Falta é uma palavra, ao meu ver, que denota vazio. Ironicamente sempre dei muita importância a essa palavra em minha vida. Sempre a transformei em sentimentos bons e ruins. Existe o dualismo em me entristecer quando faltava algo em mim e o de sentir esperança de ir em busca da peça faltante. Perdi muita coisa importante, inclusive pessoas que de uma forma ou de outra gostaria que ainda estivessem por perto. Ah! Como tenho saudades dos meus avós. O que de fato me estarrece é quando sinto falta de algo que nunca vivenciei, nunca senti. Como perder o ônibus que te levaria ao trabalho mais cedo ou ver aquele casal feliz se beijando no banco da praça e ver que você está sozinho. Chega por diversas vezes a ser mais do que isso, é como se tivessem tirado o direito de ter aquilo que também poderia ser meu. Meu por direito, meu por dever, meu por obrigação! É como por birra me roubassem e só no final eu perceberia a falta que aquilo me fez. E que não me fez aprender nada além de sentir que algo que foi prometido, mas que ninguém prometeu. A falta é devastadora quando percebo que somente uma marquiz poderia ter evitado a queda de um edifício de 50 andares. Mas por que diabos isso me faz incompleta?? A retórica procede por ainda ser latente. Confesso que a falta às vezes não faz tanta falta assim. Complicado explicar isso, mas assim que me sinto porque não me impediu de ser quem eu sou e de estar onde estou. Sentir faltar de algo que nunca foi não chega a ser um erro ou uma estupidez, e nem quero passar meu tempo reclamando inutilmente, e, sim, a prova mais cabal de que sempre fui rodeada de desencontros e que certo sempre será de que não pode nunca faltar eu em mim.

Muitas vezes me pergunto porque é tamanha a minha vontade de fugir. Me persigo várias vezes com essa ideia. Talvez seja vontade de se ter vontade por algo que não se tem ou apenas carência. Fugir pra quê e por que? De alguém? De mim mesmo? Não sei. A vontade vem se instala e demora para ir embora e quando vai deixa a porta aberta como promessa de que vai voltar. A porta não possui tranca, e isso é ruim porque facilita a entrada de pessoas efêmeras que se vestem de sentimentos rasgados e roubados de algum lugar. Fazem a sua bagunça como qualquer hóspede sem convite, alguns se instalam nos cômodos que encontram e depois que satisfazem suas necessidades básicas vão embora. Eu não os vejo indo embora, e nem sei se quando se vão utilizam a mesma entrada. Talvez pulem a janela que está quebrada, aquela que faz barulho a cada tempestade por ser muito antiga. Precisa ser substituida por outras mais amplas, aquelas do tipo que possibilitam enxergar além do que se costuma ver. Visto que os olhos estão cansado de tanta goteira que se escondem na cozinha, no banheiro e pela sala. O que fazer se eu tenho medo de subir no telhado e olhar ao meu redor? O medo é da altura e do tombo. O medo que construi em mim para me tornar o próprio quarto escuro, o quarto do castigo. Sem cama, sem lençol e sem travesseiro. Apenas o canto, o canto que não me faz bem, mas que por algumas vezes me surpreende dando conforto, ou seja, a comodidade.

Heyo! :)

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