Há um bom tempo que me sinto como se tudo em minha vida estivesse parado, esperando que algo realmente bacana, excitante acontecesse. E isso é muito ruim, pois além de me deixar aflito, paro de me concentrar nas coisas que estão acontecendo ao meu redor. 

Para conter esta sensação, começo a traçar metas, coisas a curto prazo. Sempre digo que algo precisa mudar em mim. Que se estou infeliz é porque eu não estou me esforçando o bastante. E meus hábitos também precisam alterados. Aí começa outro problema: a comparação!

“A vida dos outros é mais interessante do que a minha”, penso.

Ahhh! Quantas vezes eu repito para mim que isso é perda de tempo. Tentar me igualar, ou buscar ser superior não vai me fazer mais feliz. Pois estou buscando a minha pessoa nos outros. E se eles estiverem errados? Os sonhos são outros, desejos e anseios não me pertencem. O fato que eu sempre tenho essa resposta comigo, mas continuo a cometer o mesmo erro.

Encontrar a si mesmo é o exercício mais complicado que existe! Estou nessa missão há um tempinho. E não vejo mal nenhum se eu conseguir ser mais egoísta e menos mão aberta. Quando digo não os excessos diminuem e eu racionalizo mais. Ou seja, consigo bons resultados e não abalo minha saúde emocional.


É, acho que começar fazendo o que eu gosto vai ser a prática deste ano. Talvez seja por aí que o caminho se abre, sem pressa e nenhum ponto de chegada. E quem disse que eu quero chegar?

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